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Durante a solenidade de entrega das novas viaturas da Polícia Militar, representantes do Sindicato Estadual dos Professores realizaram uma manifestação contra o projeto de lei 2474/09 de autoria do governador Sérgio Cabral que prevê a redução da gratificação dos professores.
O presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) Jorge Picciani defendeu a medida afirmando que o projeto irá corrigir um golpe contra os profissionais de educação. "O abono não beneficiou o salário básico. Na terça iremos votar este projeto que visa corrigir um golpe contra os professores. A medida trará melhorias para os docentes, mas talvez isso não agrade a todos", afirmou.
Durante seu discurso, o prefeito Heródoto Bento de Mello foi vaiado pelos manifestantes. Heródoto ressaltou os investimentos do governo do estado no munícipio, brincou com os manifestantes, pois também apitou para os presentes. " Esse negócio de apito, eu também tenho um".
O governador Sérgio Cabral ficou irritado com os manifestante que chamaram o prefeito Heródoto Bento de Mello de " velho gagá". " Entregamos 50 mil laptops para os professores e tem gente vaiando, estamos incorporando R$ 435 na base do salário dos professores que estão vaiando, mas tudo bem. Agora, eles mexeram comigo quando chamam esse homem que tem 80 anos mas tem a vitalidade de um garoto de velho gagá. Quem não respeita a terceira idade, não merece respeito".
Manifestantes cobram promessas de governador
Os manifestantes cobraram do governandor Sérgio Cabral o cumprimento de uma carta entregue aos profissionais da educação durante a campanha eleitoral onde o político se comprometia a lutar pela reposição das perdas salariais dos últimos dez anos, a manutenção e o descogelamento do plano de carreira e o fim da política dos abonos.
- O governandor está hoje entregando algumas viaturas para o setor de segurança e os profissionais da educação estão aqui para denunciar uma carta que o Sérgio Cabral mandou para os professores com uma série de promessas e ele não cumpriu nenhuma delas. Cabral mandou um projeto de lei para a Alerj que tira direitos históricos dos trabalhadores. O plano de carreira de alguns funcionários está congelado. O governador não tem nenhum tipo de compromisso com a educação, disse o representante do sindicato Sidney Moura.
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